"AMAR É QUANDO A ALMA MUDA DE CASA..."
MÁRIO QUINTANA.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quem sabe um dia...



Quem sabe um dia me abandone o passado
E as lembranças me deixem de lado
Quem sabe um dia meus pés descalços
Encontrem caminhos sem percalços
Quem sabe um dia eu possa me encontrar em mim
E descobrir que posso ser feliz assim

Quem sabe um dia, e pode ser agora
Eu possa me livrar do que por dentro me devora
E encarar a felicidade sem vaidade
Perceber o que me faz bem de verdade

Quem sabe um dia, em algum momento
Eu possa dominar meus sentimentos
E encarar os meus tormentos
Sem me chatear com lamentos

Quem sabe um dia eu vença meus medos
Minhas ansiedades, meus defeitos
E supere dia após dia tantas batalhas
Apesar das dificuldades e de todas as falhas...

Quem sabe um dia a derrota seja vencida
...Por essa causa eu daria a minha vida...
Quem sabe um dia meu silêncio fale
E meu corpo também não cale

Quem sabe um dia, sem procedentes
Eu atente para o que minha alma sente
E embora mil desculpas invente
A mim mesma não engano, por mais que eu tente.

Um comentário:

Pedro Luis López Pérez disse...

Poema intrínseco e introspectivo...Me ha encantado.
Un abrazo.