"AMAR É QUANDO A ALMA MUDA DE CASA..."
MÁRIO QUINTANA.

domingo, 18 de maio de 2014


Pode ser que vez por outra
Você se sinta cansado e sem perspectiva
Mas faz parte da vida
Tem se sentido esgotado e abatido
Sem forças e deprimido

Sentindo que a esperança está por um fio
E que permanecer vivo é um desafio
Sente-se devastado

Quase derrotado
Algum tipo de tristeza repentina se instala

E a alegria se cala
Você sente que está doente
Sofre o corpo e a mente
É como um beco sem saída
Somatizando toda a carga da vida
Decepções, perdas e frustrações
Acumulando desilusões
Sonhos não realizados 
Projetos inacabados
Tudo isso o corpo sente
Não alimente...
Às vezes sintomas apresentamos
Mas, disfarçamos e ignoramos
Nem sempre a doença está tão clara

Pode ser um tipo de doença rara
Que na alma se instala
E o corpo fala...

Um aperto no peito
Vontade de chorar até cansar

Parece que vai faltar o ar
Esse tipo de tristeza profunda
Corrói por dentro
Deprime e abala sentimentos

Mesmo que não cultives lamentos
Chega um momento que não dá mais para ocultar
Não dá pra disfarçar
É preciso se cuidar
Para a máquina não parar

É preciso dar atenção
Ao que sussurra ou grita o seu coração

Antes que seja tarde demais
A alma inquieta e sofrida clama por paz.

2 comentários:

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Somos humanos, e como tal, somos sujeitos às vezes ao cansaço, ao desânimo, afinal a estrada é árdua. Parar às vezes para respirar, não só é direito, como é necessário. Só não podemos deixar esse desânimo se alojar na gente. Podemos até olhar para trás na estrada, não por saudades ou arrependimento, mas para ver o quanto se plantou e o quanto floriu. No mais, olhar para frente, pois é à frente que o horizonte está. Beijos e paarabéns pelo excelente texto.

Janielly disse...

Poxa, seus textos são maravilhosos!